De manhã fomos de autocarro
visitar a Gruta de Santa
Bárbara.
De
seguida fomos visitar o Porto
Flavia, uma engenhosa obra de engenharia que permitia armazenar grandes
quantidades de minerais, descarregando-os depois diretamente para os barcos que
os transportavam para onde fosse necessário. Esta visita exemplificou a
importância da criatividade para a resolução de problemas.
De tarde assistimos à
apresentação do participante:
Começou por apresentar o desafio
que o seu centro educativo tem de enfrentar: oferecer mais horas de apoio
escolar aos alunos sem que haja aumento de remunerações para os professores.
Este problema levou-os a decidir que tinham de mudar a forma de pensar e de
agir.
Uma das estratégias é o recurso à
Kahn Academy e a exploração de
recursos didáticos disponíveis em suportes não tradicionais e que fossem acessíveis
fora da sala de aula. Procuraram também criar novos métodos de aprender/ensinar
recorrendo às plataformas de social media.
Mas a principal transformação dá-se na necessidade de re-estruturar as formas
de pensamento dos alunos, desenvolvendo-lhes a capacidade de autonomia através
da exploração da capacidade de resolução de problemas, o pensamento estruturado
e a capacidade de planeamento e gestão.
Assistimos também à apresentação
do organizador, Roberto Cuccu, sobre o projeto de Escola Digital na Sardenha. Nesta apresentação o
Sr. Cuccu começou por falar do Netbook Pilot Project, que foi um projeto que
pretendeu oferecer 1 computador portátil a cada aluno durante 1 ano. No final
da experiencia os resultados mostravam que os alunos aprendiam mais fora da
escola do que dentro da escola (80% dos novos conhecimentos eram adquiridos
fora da escola). Mas a questão que ficou por compreender foi a qualidade dessas
aprendizagens…
Para o projeto Escola Digital na
Sardenha, pretende-se que todas as escolas tenham acesso wireless à internet,
quadros interativos em todas as salas e tablets para todos os alunos. Pretendem
também desenvolver materiais pedagógicos que retirem partido destes novos
recursos e formar professores para lidar com a nova tecnologia e forma de
ensinar/aprender. Têm também o objetivo de criar uma plataforma para partilhar
toda a informação e a evolução do projeto.
Sobre o projeto Class 2.0, o
Sr. Cuccu apresentou um conceito muito interessante a ideia de que os manuais “do
futuro” devem ter espaço para os alunos incluírem a sua própria contribuição. O
aluno deve sentir que constrói o seu manual, acrescentando por exemplo exemplos
da história local, imagens da sua própria autoria (fotografias/desenhos/esquemas).
Um exemplo é a plataforma Anobii onde diferentes leitores partilham as
suas experiencias e impressões sobre um mesmo livro.


Sem comentários:
Enviar um comentário